quarta-feira, 14 de novembro de 2007

AS FONTES DE ENERGIA DO UNIVERSO

"A Energia Irradiada pelo Sol
Em algumas das teorias e propostas estudadas até agora, vários autores tentaram explicar alguns aspectos da energia do universo. Por exemplo: como a matéria do universo começou a se mover? Segundo Descartes, por um empurrão de Deus. De acordo com Kant, pela força de atração gravitacional. como o Sol se tornou quente e luminoso? Para Descartes, através da pulverização da matéria inicial do universo; essa pulverização produziu a matéria mais fina ( primeiro elemento), cujas partículas se movem muito rapidamente, ou, como diríamos hoje, com grande energia, e que constituíram as estrelas e o Sol. Segundo Kant, o Sol é simplesmente um aglomerado de matéria que pegou fogo e está queimando.
Todas essas questões envolvem noções sobre energia. Mas o próprio conceito de energia e a ciência que a estuda ( termodinâmica) só surgiram na metade do século XIX. Antes disso, ninguém tinha uma idéia precisa sobre o assunto.
Na década de 1840, através dos trabalhos de vários pesquisadores, tornou-se claro que a energia pode ser convertida de uma forma para outra, mas nunca pode ser criada nem destruída. Como o Sol está continuamente irradiando energia para o espaço e como a energia contida em qualquer corpo deve ser finita, não é possível que ele continue a emitir energia. no futuro, a Terra estará fria - se ela não for destruída antes.
O desenvolvimentos da termodinâmica levou imediatamente a estudos sobre a energia solar. Poderiam o calor e a luz do Sol vir da queima de matéria em sua superfície ou em seu interior? Ou poderia ser o Sol apenas uma grande bola quente, que vai esfriando muito lentamente e emitindo essa luz que vemos? Enquanto não se faz nenhum cálculo, tudo parece possível. Porém, como já foi citado no capítulo 7, quando se começa a aplicar o conhecimento físico e a matemática às hipóteses, a coisa fica muito mais difícil.
Para poder fazer qualquer cálculo, foi preciso, em primeiro lugar, medir o calor que é emitido pelo Sol. Isso foi feito em 1837 por John Frederick Herschel e por outro cientista, Claude Pouillet (1790-1868). O método básico que eles utilizaram foi medir o calor recebido, aqui na Terra, por uma superfície negra, que seja atingida perpendicularmente pela luz do Sol. Obteve -se o valor de cerca de 1,76 caloria recebida por centímetro quadrado, em cada minuto. Essa é a energia recebida à distância em que estamos.
Agora basta imaginar uma superfície negra gigantesca, envolvendo o Sol completamente por todos os lados, com um raio igual à distancia da Terra ao Sol. É fácil calcular a área dessa superfície e determinar, assim, a energia total que sai do Sol para todos os lados. Pouillet calculou que, em um ano, o Sol Irradia um total de:
2.6000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 calorias, (ou seja, 2,6 x 10³³ cal ou 2,6 decilhões de calorias). Esse valor obtido por Pouillet é muito próximo do valor aceito atualmente. Como a massa total do Sol é conhecida e vale cerca de :
1.900.000.000.000.000.000.000.000.000.000 gramas, (ou seja, 1,9 x 10³³g), pode-se calcular que cada grama de matéria do Sol emite, em média, 1,3 caloria por ano
O que isso significa? Compraremos com um caso conhecido. Quando 1 grama de água perde 1,3 caloria, sua temperatura diminui 1,3 grau Celsius. Portanto, se o material do Sol tiver propriedade térmicas semelhantes às da água, e se ele estiver apenas esfriando, sua temperatura média deveria diminuir 1,3 grau por ano.
É claro que o Sol é muito quente ( a temperatura de sua superfície é de cerca de 5,5 mil graus) e que uma redução de alguns graus não faz diferença nenhuma. Mas vamos continuar. Suponhamos que a redução de temperatura do Sol, por ano, fosse de 1 grau. Em 4 mil anos, ele teria esfriado 4 mil graus acima da atual. Isso significa que ele seri
a muito mais quente do que agora, o que poderia ser perfeitamente sentido na Terra. Ora, 4,5 mil anos é a idade das pirâmides mais antigas do Egito. Se, nessa época, o Sol fosse muito mais quente do que hoje em dia, os egípcios não teriam sobrevivido para construir as pirâmides. Certamente a temperatura do Sol não pode ter variado muito nesse tempo.
Mesmo levando em conta apenas os poucos milhares de anos da história humana, uma variação de 100 graus na temperatura do Sol seria o máximo admissível. Logo, o Sol não pode estar esfriando nem um décimo de grau por ano. não se podem explicar o seu calor e a sua luz supondo que ele está esfriando.
Poderíamos, então, supor que o Sol está queimando, como propôs Kant? Também não. Os cálculos foram feitos em meados do século XIX, por William Thomson - mais conhecido como lorde Kelvin (1854-1907). Lorde Kelvin, em 1854, levantou a hipótese de que o Sol fosse todo constituído por um material que liberta muita energia, como o algodão-pólvora. Se essa fosse a constituição do Sol e ele pudesse queimar sem explodir, a energia total produzida só poderia mantê-lo aquecido durante 8 mil anos. "




Fonte: livro O Universo teorias sobre sua origem e evolução, autor Roberto de Andrade Martins, editora moderna, pág. 121,122 e 123

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

ECOS DO BIG BANG

Após seus atarefados três primeiros minutos, marcados pelo vaivém de partículas e pela criação dos primeiros elementos, o Universo estabilizou-se e entrou em um período de calmaria, que durou mais de 250 mil anos. Praticamente inalterados, os ingredientes do cosmo só se tornaram mais dispersos - à medida que o Universo continua a se expandir: O principal componente era a radiação, que, ao movimentar as partículas de matéria, formava um nevoeiro impenetrável e luminoso. Mas um dia, repentinamente, o nevoeiro se dissipou. Os ecos daquele grandioso evento ainda sobrevivem como uma radiação térmica que preenche o Universo. Esta é uma forte evidência de que o Big Bang realmente aconteceu.

O Universo fica Transparente:

Trezentos mil anos depois do Big Bang, o Universo repentinamente mudou: de uma bola de fogo opaca, transformou-se no cosmo claro e transparente em que vivemos hoje. O segredo da mudança foi o calor – ou melhor, a falta de calor num Universoem processo de expansão e resfriamento. Quando a temperatura caiu para 3.000 °c – mais ou menos a metade da temperatura da superfície do sol - , a matéria organizou-se em átomos que permitem que a radiação passe livremente.

Sob o Domínio da radiação:

Uma fatia do Universo primordial revel um nevoeiro de radiação uniforme. No início, ele existia principalmente na forma de raios gama energéticos, mas, à medida que o cosmo resfriou, transformou-se em raios X e, finalmente, em luz e calor ( radiação infravermelha). Como a radiação mantinha os elétrons separados dos prótons e dos núcleos de hélio, este período é conhecido como “era dominada pela radiação”. A matéria escura, na forma de WIMPs e/ou neutrinos, não foi afetada pela radiação, e começou a ser aglutina pela gravidade.

Um Universo Excessivamente Enevoado:

Visto em menor escala, o aquecimento Universo primordial era uma miscelânea de matéria escura, radiação, núcleos atômicos e elétrons. Elétrons e fótons, em especial, travavam uma constante batalha, mas só conseguiam defender-se uns dos outros e tudo permanecia inalterado. Mal desviavam de um elétron, os fótons colidiam com outro e mais outro. Como a luz é transportada por fótons, ela não podia deslocar-se em linha reta – por isso, o Universo era opaco.

Clareamento Repentino:

À medida que a temperatura do Universo diminuía, os elétrons moviam-se mais lentamente e já não conseguiam resistir á atração da carga elétrica positiva dos prótons e de outros núcleos. Quando a temperatura caiu para 3.000°C, eles foram atraídos para órbita dos núcleos, formando os primeiros átomos de hidrogênio, hélio e lítio. Encerrados nos átomos, os elétrons não mais podiam impedir a circulação dos fótons. A luz pôde deslocar-se livremente, e o espaço ficou transparente.

Em Busca da Radiação Residual:

Nos anos 60, os físicos Arno Penzias e Robert Wilson começaram a procurar sinais fracos de rádio (chamados microondas) provenientes dos arredores de nossa Galáxia. Para isso, utilizaram um radiotelescópio particularmente sensível: uma antena de 6 metros em Holmdel, New Jersey. No entanto, o equipamento parecia sofrer uma interferência – um sinal constante oriundo de todo o céu, correspondendo a radiação com uma temperatura de – 270°C (- 454 °F. ou 3 graus acima do zero absoluto). Eles chegaram a pensar que o sinal era causado por dejetos de pombos, mas seus companheiros concluíram que esse “fundo de microondas” era a radiação térmica de fundo remanescente do Big Bang, cuja temperatura diminuíra com a expansão do Universo. Era uma evidência muito favorável à tese de que o Universo começara com um Big Bang quente.

O Mesmo em Todas as Direções:

Seja qual for o nosso ponto de observação na Terra, temos o espaço à nossa frente, mas olhamos para o passado. Isso acontece porque toda radiação, inclusive a luz e a ondas de rádio, não chega até nós imediatamente. Se olhamos para o espaço a uma pequena distância, vemos ao nosso redor estrelas próximas, a poucos anos-luz. Um telescópio mais potente mostra-nos galáxias como elas eram há milhões de anos, ao passo que um dia mais potente nos permite alcançar quasares com bilhões de anos. A radiação mais distante detectável por telescópios provém da “ ultima superfície difusa” – a “ muralha” de onde escapa a radiação térmica proveniente do nevoeiro primordial. Para onde quer que apontamos o telescópio, ele capta essa “muralha” proveniente do passado muito remoto.

Conseqüentemente, a radiação térmica chega até nós com a mesma intensidade, em todas as direções.

Fontes: livro Big Bang- A história do Universo, escritores Heather Couper e Nigel Henbest, editora moderna, páginas 20 e 21

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

POEIRA CÓSMICA

A poeira cósmica é geralmente pedaços microscópios de carbono ou silicatos, é feita de partículas menores do que um centésimo da largura de um fio de cabelo humano. Esses pedaços têm forma irregular e são chamados de grãos interestelares. Mais precisamente falando, poeira ou matéria interestelar é um conjunto de matérias e de radiação que preenche o espaço interestelar. Muitos autores usam indistintamente os termos meio ou matéria interestelar para designá-los. A matéria interestelar é formada simplesmente por gás e poeira. Calcula-se que seja composto por cerca de 5 a 10 bilhões de matéria que se apresentam na forma de gás e poeira. A temperatura pode variar, dependendo da presença ou não de fontes quentes locais. A densidade também é muito baixa, cerca de 1 a 10 átomos por centímetro cúbico. No entanto, é 99% composta de gás, 90% é formada por hidrogênio atômico ou molecular, aproximadamente 9% é hélio e 1% é formado por elementos mais pesados do que o hélio.


Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/poeira-cosmica.htm

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O UNIVERSO COMEÇOU COM UMA GRANDE EXPLOSÃO

"Parece incrível, mas num passado remotíssimo toda a matéria que observamos hoje no Universo - distribuída em 100 bilhões de galáxias, cada uma com mais de 100 bilhões de estrelas, dentre as quais o nosso modesto Sol - pode ter estado tão extraordinariamente concentrada que caberia até com folga na ponta de uma agulha.

Nesse mundo, além de toda imaginação, a densidade da matéria atingiria o valor de 1090 quilos por centímtro cúbico - um número que se escreve com o algarismo 1 seguido de noventa zeros. A densidade das rochas comuns existentes hoje na terra é de apenas alguns gramas por centímetro cúbico. O Universo, então, seria não apenas superdenso, mas também superquente: a temperatura atingiria o fantástico patamar de 1031 graus Kelvin - mais de um bilhão de bilhão de bilhão de vezes a temperatura média do Sol.Por mais inacreditáveis que estas cifras possam parecer, elas correspondem a uma teoria sobre a origem do Universo aceita em quase todos os meios científicos do mundo - a Teoria do Big Bang (Grande Explosão). De acordo com ela, o Universo teria se originado numa explosão apocalíptica entre 15 e 20 bilhões de anos atrás. A situação que descrevemos refere-se a um instante apenas 10 - 43 segundos após o Big Bang - o algarismo 1 precedido de 42 zeros depois da virgula, - chamado Tempo de Planck. Embora separado do instante inicial por uma fração ínfima de segundo, o Tempo de Planck não se confunde com o momento do Big Bang, porque a matéria energia passou por mudanças dramáticas naqueles pedaços infinitesimais de tempo que se sucedera à origem. O Tempo de Plack constitui o limite até onde chegam atualmente nossos conhecimentos teóricos numa viagem regressiva rumo ao marco zero. A partir daí, ou melhor, antes disso é impossível de ser descrita nos termos dos conhecimentos atuais da Física. Podemos especular que, à medida que nos aproximamos ainda mais desse instante inicial, chamado de estado de singularidade pelos cientistas, o volume do Universo tende a zero enquanto a densidade e a temperatura tendem ao infinito. A Teoria do Big Bang é uma das mais belas realizações intelectuais do século. Para o seu desenvolvimento contribuíram dois ramos do conhecimento que, há apenas algumas décadas pareciam muito distantes: a ciência do macrocosmo, o infinitamente grande, e a ciência do microcosmo, o infinitamente pequeno. A Cosmologia e a Astrofísica, por uma lado, e a Física das partículas elementares ou Física subatômica, por outro. Curiosamente, os pais fundadores do Big Bang não eram nem astrônomos nem físicos de partículas. Um deles, Alexander Friedmann (1888-1925), era um meteorologista e matemático russo; o outro, o abade Georges Lemaitre (1894-1966), era um padre e matemático belga.
Trabalhando cada qual por seu lado, como tantas vezes acontece na ciência, Friedmann e Lemaitre chegaram a conclusões muito semelhantes a partir de um desenvolvimento puramente matemático da Teoria Geral da Relatividade de Albert Ein
stein (leia artigo na página 58). Einstein acreditava que a atração gravitacional entre os corpos decorria de uma curvatura do espaço-tempo provocada pela presença da matéria. Friedmann e Lemaitre partiram das complicadas equações de campo gravitacional de Einstein e, como ele, adotaram a hipótese de um Universo, homogêneo no espaço.Mas, ousadamente, descartaram a idéia de Eisntein de um Universo imutável no tempo. Isso lhes permitiu chegar, entre 1922 e 1927, a um conjunto de soluções simples para as equações. O Universo que essas soluções descreviam estava em expansão em todas as direções com as galáxias se afastando umas das outras. Essa expansão teria se originado a partir da singularidade , um ponto matemático de densidade infinita.
Em 1929, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1189- 1953) fez uma descoberta sensacional que trouxe a primeira prova a favor da
tese da Grande Explosão. Com o gigantesco telescópio do observatório do monte Wilson, na Califórnia, Hubble descobriu que o espectro da luz proveniente das galáxias distantes apresentava um red-shift - desvio para o vermelho - e que esse desvio era tanto maior quanto mais distante estivesse a galáxia, observada em relação à nossa própria galáxia, a Via Láctea.A explicação de Hubble era de que este fenômeno se devia ao efeito Dopler, bastante conhecido pelos físicos desde o século passado (veja quadro na página 44). A conclusão ficava evidente. Se a luz desviava para o vermelho era porque essas galáxias estavam se afastando de nós, e se esse desvio era tanto maior quanto mais longe estivesse a galáxia, isso significava que a velocidade de afastamento crescia com a distância. Para um astrônomo situado numa galáxia distante, também a luz emitida pela Via Láctea apresentaria um desvio para o vermelho. Pois é o Universo como um todo que está em expansão.Ora, se tudo está se afastando no Universo, é possível imaginar uma época remotíssima em que tudo estivesse extremamente próximo. Essa seria a época do Big Bang. Quando isso pode ter ocorrido? O termo que relaciona a velocidade de afastamento ou recessão das galáxias com a distância é conhecido como constante de Hubble. O tempo desde o início da expansão, calculado a partir da constante, dá algo entre 15 e 20 bilhões de anos. A descoberta de Hubble trouxe um poderoso argumento a favor do Big Bang. Não foi, porém, um argumento conclusivo. Tanto assim que, no final dos anos 40, quem propusesse um modelo alternativo, a Teoria do Estado Estacionário (veja quadro na página 42): Em 1964, porém uma descoberta puramente acidental iria representar um golpe demolidor nesse modelo rival.
Dois radiastrônomos, o germano-america
no Arno Penzias e o norte-americano Robert Wilson. trabalhando com uma gigantesca antena de sete metros da Bell Telephone dos Estados Unidos descobriram um fraquíssimo ruido de rádio que vinha de todas as direções do céu ao mesmo tempo. Ao longo dos meses. embora 05 movimentos de rotação e translaçao da Terra voltassem a antena para todas as regiões do firmamento. O sinal mantinha sua intrigante regularidade. Finalmente. Penzias e Wilson tomaram conhecimento de que na prestigiosa Universidade de Princeton um grupo de físicos liderados por Robert Dicke havia deduzido teoricamente a existência de uma fraquíssima radiação de fundo. que deveria preencher uniformemente o espaço. Seria uma espécie de resíduo fossil da superesc aldante sopa cósmica de matéria e energia que. pela Teoria do Big Bang. constituía o Universo pouco tempo depois da Grande Explosão. Com a expansão do Universo. a densidade da energia teria diminuído progressivamente. o que provocou um resfriamento - pelo mesmo motivo que um gás. ao se expandir. resfria —. até chegar a uma temperatura de aproximadamente três graus Kelvin. poupo acima do zero absoluto.
Em condições normais, o átomo é formado por três partículas elementares: próton, elétron e nêutron. Delas porém, talvez apenas o elétron possa ser considerado realmente elementar; o próton e o nêutron seriam constituídos de partículas ainda menores - os quarks.Se fosse possível empreender uma viagem de volta à origem
do Universo, quando se chegasse a cerca de 300 mil anos depois do Big Bang, as temperaturas já seriam tão altas que romperiam as estruturas dos átomos, arrancando os elétrons de suas nuvens em torno dos núcleos atômicos. Ao se ultrapassar, nessa contagem regressiva, o terceiro minuto depois do Big Bang, os próprios núcleos começariam a se desintegrar, liderando os prótons e os nêutrons neles aprisionados. Na marca de um milionésimo de segundo depois do Big Bang, até os prótons e nêutrons seriam fragmentados nos quarks que os constituem. Essa viagem de volta à origem termina por enquanto no Tempo de Planck, localizado, como vimos, apenas dez milionésimos de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de bilionésimo de segundo depois do Big Bang. Os físicos especulam, porém, que, quando seu arsenal teórico permitir ultrapassar a barreira do Tempo de Planck, talvez se encontre um Universo de insuperável simplicidade. Toda a matéria se apresentaria sob a forma de um único tipo de partícula e as quatro forças existentes no mundo atual - a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear forte e a nuclear fraca - estariam unificadas num mesmo tipo de força. A própria distinção entre partícula e força provavelmente não teria qualquer significado.Isso por ora é uma simples suposição. Mas a ciência tem dado passos concretos para verificar sua validade. A unificação entre a força eletromagnética e nuclear fraca, proposta teoricamente nos anos 60 pelos norte-americanos Steven Weinberg e Sheldon Lee Glashow e pelo paquistanês Abdus Salam - os três ganhadores do prêmio Nobel de Física de 1979 - foi confirmada em 1983, com a descoberta das partículas que transportam a forca nuclear fraca, previstas pela teoria da unificação.
Essa descoberta, que deu ao italiano Carlo Rubbia 0 Nobel de Física de 1984, foi obtida no gigantesco acelerador de partículas da Organização Européia de Pesquisas Nucleares (CERN). localizada em Genebra. Suíça, e envolveu um nível de energia igual ao que poderia ser encontrado na Universo primitivo dez bilionésimos de segundo depois do Big Bang. Assim, a teoria e a experimentação vão nos aproximando cada vez mais da origem do Universo. Nessa escalada do conhecimento, o zero é o limite.
Boxes da reportagem
Estado Estacionário contra a Grande Explosão Em 1948 três jovens cientistas da Universidade de Cambridge. Inglaterra o inglês Fred Hoyle e os judeus austriacos Hermann Bondi e Thomas Gold - iniciaram uma atrevida cruzada contra a Teoria do Big Bang. Sua arma era outra teoria, a do Estado Estacionário, que procurava a justar a evidência indiscutível do afastamento das galáxias, descoberto por Hubble. ao chamado Principio Cosmológico Perfeito. Este supõe um Universo infinito e homogêneo no espaço. eterno e imutável no tempo.A idéia é a seguinte: se o Universo estava em expansão e entretanto se mantinha imutável. era porque nova matéria estava sendo continuamente criada para ocupar o espaço deixado vazio pela matéria que se afastava. Dessa forma a densidade média do Universo se manteria constante. Para isso, bastaria que fosse produzido um próton de massa para cada mil centímetros cúbicos de espaço a cada biIhão de anos - uma quantidade tão fantasticamente pequena que deveria escapar à mais acurada observação. No entanto. consideradas as dimensões do universo observável. essa mesma quantidade produziria a cada segundo nada menos de 10" toneladas de matéria ou I seguido de " zeros.De onde viria essa matéria? “Do nada", responderam os cientistas A idéia soa absurda, não há dúvida Mas também a Teoria do Big Bang não diz de onde veio a matéria que deu origem ao Universo. Por isso, perguntava o físico Thomas Gold: "Será mais fácil admitir um único grande milagre do que vários pequenos milagres?" A Teoria do Estado Estacionário, para seus defensores, tinha pelo menos a vantagem de evitar a desconcertante singularidade de que fala o modelo do Big Bang.Segundo Fred Hoyle, que além de físico e astrônomo é renomado escritor de ficção científica, a própria criação continua de matéria provocaria a ininterrupta expansão do Universo, porque a matéria nova, ao surgir, produziria uma espécie de pressão para fora, capaz de empurrar a matéria já existente. Ademais, a hipótese da criação contínua conseguia explicar por que, num Universo supostamente eterno, o hidrogênio continuava a ser de longe o elemento mais comum.Como Hoyle estava convencido de que os elementos mais pesados decorriam da fusão do hidrogênio no interior das estrelas - no que a ciência posteriormente lhe daria razão—, era preciso que hidrogênio novo fosse criado continuamente para substituir o hidrogênio consumido nas fornalhas estelares. A década de 50 assistiu a um debate até hostil entre os partidários do Big Bang e os do Universo estacionário. Os primeiros acabaram ganhando a parada com a descoberta de Penzias e Wilson da radiação de fundo das microondas cósmicas. Os outros foram vencidos, mas não ficaram convencidos.Pois as microondas descobertas por Penzias e Wilson correspondiam exatamente a um tipo de emissão de uma fonte a três graus Kelvin. O fato de a radiação ser recebida da mesma forma de todas as direções do espaço significava que ela provinha do Universo como um todo - era uma característica dele. Era a mais espetacular prova material a favor do Big Bang desde a recessão das galáxias de Hubble.A partir de então, a Teoria do Big Bang foi alimentada principalmente pela Física das partículas elementares' que investiga as diminutas regiões do interior do átomo. Esse fato parece paradoxal, mas é que, nas altíssimas temperaturas do Universo primitivo, a matéria estava desintegrada nas partículas elementares que a constituem. Pode-se ter uma idéia de como essa matéria se comportava utilizando os grandes aceleradores de partículas existentes nos principais centros de pesquisa do mundo. Neles. as partículas subatômicas são aceleradas até alcançar altíssimas velocidades e levadas a colidir umas com as outras; a partir dos resultados da colisão, é possível investigar sua natureza. Pouco depois do Big Bang, o Universo era um fantástico acelerador de partículas. Efeitos de som e luz Você talvez não saiba, mas, se alguma vez ficou esperando um trem na-plataforma de uma estação, já deve ter entrado em contato com o efeito Doppler. Ele se manifesta assim: o apito do trem parece mais agudo quando a locomotiva se aproxima do observador na estação e mais grave quando o trem dele se afasta; para o maquinista, porém o som parece sempre igual. O motivo é que, quando o trem se aproxima, o comprimento das ondas sonoras diminui em relação ao observador, o que faz com que o som se torne mais agudo; quando o trem se afasta, o comprimento das ondas sonoras aumenta e o som fica mais grave.O mesmo efeito ocorre com a luz. Quando uma fonte de luz se aproxima suficientemente depressa de um observador, este a receberá com menor comprimento de onda; o contrário acontece quando a fonte se afasta. No primeiro caso, o espectro da luz apresenta um desvio para o azul; no segundo, para o vermelho. "

Por José Tadeu Arantes





Fonte: http://64.233.169.104/search?q=cache:RzRz1emkDt4J:arquivosgratuitos.tripod.com/big_bang.doc+O+UNIVERSO+COME%C3%87OU+COM+UMA+GRANDE+EXPLOS%C3%83O&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&client=firefox-a

sábado, 18 de agosto de 2007

COMO SURGIU A TEORIA DO BIG BANG?

BIG = Grande BANG =Explosão/estrondo. Ou seja, Big Bang quer dizer Grande Estrondo.
Em 1927 o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966), independentemente dos trabalhos de Alex
ander Friedmann, Georges afirmou que o universo esta em expansão, baseando-se nos trabalhos de Vesto Slipher , o que foi confirmado mais tarde por Edwin Hubble. Ele foi à primeira pessoa a formular a idéia da velocidade e afastamento das galáxias.A hipótese de Lemaître estipula que todo o universo (não somente a matéria, mas também o próprio espaço) estava comprimido num único átomo chamado de “átomo primordial”. O estudioso afirmava que a matéria comprimida naquele átomo se fragmentou numa quantidade não comum de pedaços e acabou se fragmentando em outros menores ainda assim sucessivamente até chegar aos átomos atuais numa gigantesca fissão nuclear.Essa teoria foi chamada de BIG BANG por Fred Hoyle, um grande defensor da teoria do universo estacionário.O modelo inicial De Georges Lemaître foi sendo modificado com o tempo, sendo considerados os efeitos das leis da relatividade e da mecânica quântica.Nos últimos oitenta anos a cosmologia voltou se para as galáxias e espaço exterior. Um dos responsáveis por essa mudança foi Edwin Hubble. Em 1924, foram publicadas algumas fotografias provando que as manchas de luz distantes.
George Anthony Gamov foi um físico russo-e
stadunidense. George Gamow concebeu um importante trabalho sobre Cosmonogia com Ralph Alpher que foi publicado como a Teoria Alpher-Bethe-Gamow em 1948. O trabalho delineava como os níveis atuais de hidrogênio e hélio no universo (dos quais se pensava, e ainda se pensa, que correspondem a 99% de toda a matéria do universo) poderiam ser perfeitamente explicados por reações que ocorreram durante o "Big Bang”. Essa teoria trouxe apoio à teoria do Big Bang, embora não explicasse a presença de elementos mais pesados do que o hélio (isso foi feito mais tarde por Fred Hoyle). Gamow era um forte defensor da teoria do Big Bang, e postulou em 1946 a existência e fez uma estimativa da intensidade da radiação cósmica de fundo residual. No entanto, os astrônomos e cientistas não fizeram o mínimo esforço para detectar essa radiação na época, devido à falta de interesse e à falta de maturidade da observação de microondas. Como conseqüência, essa importante observação de apoio do Big Bang não foi feita até sua descoberta, em 1965, por Arno Penzias e Robert Wooddrown Wilson, do Bell Telephone Laboratories...







Clique no Link abaixo e asssista a um video muito interessante que com certeza vai esclarecer algumas dúvidas sobre a Teoria do Big Bang, sua origem e seus criadores:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM545706-7823-POEIRA+DAS+ESTRELAS+O+VERDADEIRO+DESCOBRIDOR+DO+UNIVERSO,00.html



Fotos: 1ª imagem: Edwin Hubble 2ª imagem: Georges Lemître 3ªRalph Alpher4ª imagem: George Gamow 5ª imagem: Robert Wooddrown 6ª imagem:Arno Penzias . Eles são os principais criadores da teoria do Big Bang.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

COMO NASCEU A VIA LÁCTEA?

Nossa galáxia nasceu quando inúmeras nuvens de gás agruparam-se devido a força. A colisão das nuvens originou as estrelas. Grande quantidade de gás acumulou-se no centro da galáxia. A gravidade aumentou e um buraco negro maciço se formou e cresceu.O gás e as estrelas foram tragados pelo buraco negro, formando um redemoinho superaquecido, chamado disco de acreção. Esse disco brilhante é um quasar.Um quasar expele dois jatos de partículas carregadas quase à velocidade da luz. O quasar transformou-se em radiogalaxia. Os jatos de uma radiogalaxia transformam-se em imensas nuvens.Juventude Violenta: Em sua juventude, é provável que o centro da nossa Galáxia tenha se comportado como um quasar (pequeno e brilhante núcleo de uma galáxia muito jovem e ativa). Em sua parte central, há um buraco negro supermaciço, engolindo gás vorazmente e lançando o que não engole para o espaço. Os astrônomos descobriram milhares de quasares, a maioria muito remota.Diminuição da Violência: A fase de quasar da nossa Galáxia durou apenas alguns milhões de anos. Em seguida, ela passou para uma fase menos violenta, na forma de uma radiogalaxia. Os jatos que ela liberava como um quasar concentrou-se em duas nuvens enormes, gerando poderosas ondas de rádio. Ainda havia potencial para explosões provenientes do núcleo, o buraco negro continuava ali, mas, como o gás era utilizado para gerar estrelas, o buraco negro definhava lentamente.Calmaria: Nove bilhões de anos após o seu nascimento escaldante, nossa Via Láctea começava a se acalmar. Um imenso buraco negro, com massa de três milhões de estrelas, ainda permanecia em seu núcleo; mas ele estava em repouso, pois já não tinha tanto gás a sua disposição. A Galáxia já havia gerado bilhões de estrelas, dispostas em uma bela forma espiral, com 100 mil anos-luz de extensão. Mas ainda havia espaço para mais.Nasce uma estrela: Há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, uma nuvem de poeira e gás começou a colapsar em algum ponto da periferia da Via Láctea. À medida que se contraía, girava mais rápido, ate que se tornou um disco. Em seu centro, a temperatura e a densidade aumentaram, e seu núcleo brilhou para a vida. Uma estrela, nosso Sol nasceu. Fortalecido por reações de fusão nuclear, o jovem Sol despejou luz e energia sobre sua família emergente: os nove planetas dispostos no disco circundante.Turma da pesada: George Gamow acreditava que todos os elementos haviam sido criados durante o Big Bang. Agora sabemos que só os mais leves hidrogênio, hélio e lítio foram produzidos com o Big Bang. Os outros 89 elementos, que constituem apenas 1% do total de matéria do Universo, foram forjados nas fornalhas nucleares das estrelas. Então, foram espalhados pelo espaço por estrelas que perdiam matéria ao agonizar.Começando com Hidrogênio... Todas as estrelas podem combinar os núcleos de hidrogênio em seus núcleos, gerando o hélio, uma reação que libera energia. As estrelas mais maciças também podem fundir três hélios, criando o carbono....Terminando com ferro: estrelas maciças podem criar elementos tão pesados como o ferro em seus núcleos. Na tentativa de fundir o ferro, elas explodem como supernovas. Na fúria da explosão, até os elementos mais pesados podem ser sintetizados.



Fontes: livro Big Bang - A história do Universo, escritores Heather Couper e Nigel Henbest, editora moderna, paginas 24 e 25

TODOS SABEM QUE O BIG BANG FOI UMA GRANDE ESFERA DE ENERGIA QUE GEROU O UNIVERSO E TUDO O QUE À DENTRO DELE. MAS O QUE GEROU ESSA ENERGIA TÃO GRANDE?


Este ainda é um problema para a ciência, e ainda não há uma resposta definitiva. Uma das possíveis respostas está na teoria das cordas, que diz que o Big Bang é o resultado da colisão de dois universos diferentes. Essa é uma questão difícil de se idealizar, porém alguns cientistas acreditam que o processo de expansão do universo acabará e ele começará a se retrair e se expandirá novamente em uma outra explosão, e que isso já ocorreu outras vezes (é claro, cada etapa dura bilhões de anos).A vibração incessante e infinita do Universo, essa coisa de principio e fim não existe, tudo sempre esteve em movimento, nossas cabecinhas é que não compreendem nada além disso. A energia vive em constante movimento.

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